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segunda-feira, 1 de julho de 2013

A demissão do Vitor Gaspar

Hoje celebra-se um importante marco na história de Portugal, assinalado pela saída do Sr. Ministro das Finanças, Vitor Gaspar. 
Pese o facto de no dia 22 de Outubro, já ter enviado uma carta "amuatória" ao Primeiro Ministro, justificando o seu pedido de saída do Governo, com o chumbo do Tribunal Constitucional, numa matéria que ele próprio deveria ter verificado, contudo esse pedido de demissão não foi na altura considerado oportuno por parte de Passos Coelho, que o convenceu a permanecer no Governo. 
A verdade é que, segundo o que consta, o próprio Passos Coelho já pediu a demissão por duas vezes, sendo que o Presidente da República o tem convencido a permanecer.

Eu sinceramente acho que agora, neste momento de saída deveria ser constituída uma comissão com a finalidade de averiguar todos os prejuízos que na vigência do seu mandato como Ministro das Finanças, foram cometidos, bem como dos prejuízos causados nas famílias pelo desemprego, pelos "roubos", pelas inconstitucionalidades.

Estes cargos políticos são remunerados acima de qualquer funcionário de Estado que detenha uma função "não política", e no caso do Ministro das Finanças, a responsabilidade é redobrada, pois é na mão dele que se encontra depositada toda a economia do Pais. 
Como tal é importantíssimo que seja efectuada uma auditoria a tudo aquilo que foi feito, por forma a, caso seja aplicável, responsabilizar judicialmente estas figuras políticas,mostrando a transparência e/ou prevendo a aplicação da justiça, imputando essa responsabilização tal como é imputável a qualquer cidadão.

Sob o meu ponto de vista, este é o principio da decadência deste Governo que apenas ainda não caiu, por ter sido adiado pela mão do Presidente da República, que tem contrariado a vontade do povo. 

Aliás já há quem o diga, e com muita razão, que este presidente ficará conhecido na história, não por boas razões, mas sim por ter traído a confiança do seu povo.

Faço votos sinceros de que este seja o principio da mudança, que seja o tempo de terminar com o início da implantação de uma Ditadura, que não tem respeitado nem os reformados, nem os jovens, e que tem asfixiado este nosso Portugal.


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