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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quem pode acreditar em Portugal?

Quem pode acreditar e investir num pais onde o desemprego cresce a todos os dias, a instabilidade do mercado de trabalho não existe, onde os impostos são vergonhosamente altos, onde o que se disse ontem, hoje já não é válido e amanhã será diferente?

Quem pode acreditar num pais onde o numero 2 do Governo pede a demissão irrevogável, afirma a pés juntos que nada o demoverá e no dia seguinte o Primeiro Ministro recusa a demissão, não dá conhecimento ao Presidente da República da Intenção, e passados mais alguns dias, já está disposto a revogar a decisão irrevogável, permanecendo no Governo, desde que lhe seja dada a função de vice- primeiro ministro.

Quem pode acreditar num governo que afirmou a pés juntos que não iria mexer nos subsídios de férias e de natal, quando em campanha eleitoral, e depois quando eleito, de forma inconstitucional "rouba" esses mesmos subsídios?

Quem pode acreditar num futuro vice-primeiro ministro, anteriormente demissionário, que conseguiu alcançar o Governo com os votos dos aposentados e reformados, a quem prometeu mundos e fundos e que algum tempo depois concordou em sacrificar, reduzindo de forma inconstitucional as suas reformas que, em muitos casos já nem chega para os medicamentos?

Quem pode confiar numa única palavra de qualquer destes senhores que se encontram fechados a tentar chegar a uma plataforma de entendimento que traga tachos para todos eles em pról da destruição da economia e da sociedade Portuguesa?

Mas mais grave ainda, existindo uma figura hierarquicamente acima do Governo a quem a própria Constituição da República  atribui poderes para dissolver o Governo, não intervém dessa forma, pondo em execução as atribuições que lhe foram acometidas pela força da eleição e confiança do Povo, intervindo sim de forma contrária, tentando que todos os partidos alinhem as suas políticas de uma forma, diria mesmo ditatorial?

Quem pode, em vez de assumir o seu papel dar voz ao entendimento dos Portugueses, dissolvendo a Assembleia da República, ir passear com o nosso dinheiro, para umas ilhas desertas, como se nada se passasse? 

Mas que pais é este, onde o Presidente entra em jogos políticos, quando deveria manter a sua imparcialidade, tal como é definido na Constituição da Republica?

Muito sinceramente alguém acredita que poderá vir a existir investimento em Portugal, quando temos as mais altas taxas de Iva na restauração, na hotelaria, na construção civil, etc????

Tenho pena, pelos meus filhos a quem aconselho todos os dias a sair de Portugal, em busca de uma vida digna num pais não Europeu. Tenho pena por milhares e milhares de filhos de Portugal que abandonam as suas casas em vez de lutar contra este regime. Tenho pena, pelos milhares de casais que perderam os seus empregos, destruídos pela sede de um Governo de oportunistas a quem a Nação nada diz. Tenho pena por aqueles que trabalharam toda a vida, para terem um pensão de reforma que pudesse assegurar o seu futuro, e que foram pura e simplesmente roubados. Tenho pena pelo património destruído na mão de gente incompetente.Tenho pena por aqueles que desistiram e atentaram contra as suas próprias vidas, por não terem condições para sustentar as suas vidas, pagando as suas casas e os seus compromissos financeiros.

No final de tudo, só espero que os responsáveis por tudo isto sejam condenados. 
Condenados de forma exemplar para que nos anos vindouros não venhamos a ter uma tão grande aproximação à ditadura e à escravatura moderna.

Bem hajam e continuem sempre a lutar em nome do Futuro dos nossos filhos, da nossa bandeira, da nossa Nação. Viva Portugal!

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